
CAF visita Mogi das Cruzes para acompanhar obras de Programa
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26 de dezembro de 2012
Entre as linhas de ação destacadas por Fernández de Soto estiveram a consolidação da relação com as instituições públicas espanholas, portuguesas e o resto da Europa, obtendo o reconhecimento do CAF como sócio estratégico na América Latina; o fortalecimento e o apoio ao setor privado em resposta às necessidades das empresas espanholas que investem na América Latina com ênfase no setor das pequenas e médias empresas; e a promoção de parcerias com instituições acadêmicas e centros de reflexão para a produção e divulgação do conhecimento relacionado com os interesses da América Latina e do CAF.
José Carlos Díez, economista chefe da empresa Intermoney, apresentou “Eurozona e Espanha: até nunca 2012 e esperando 2013”, ressaltando que a crise do euro superou o financeiro e chegou à economia real causando uma recessão na Eurozona. As perspectivas para 2013 sugerem que tudo tende a piorar. A Alemanha começou a destruir empregos em setembro, suas vendas no varejo caem com força desde a primavera e sua produção industrial declina desde o verão. São os três principais sinais que utiliza o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (NBER por sua sigla em inglês) para determinar uma recessão nos Estados Unidos.
Segundo a informação exposta por Díez, a Espanha termina o ano com quedas do emprego e do consumo com uma intensidade próxima à do final de 2008 depois da falência do Lehman e as perspectivas para 2013 não permitem ainda ver onde está o fundo da depressão.
“Em comparação com os Estados Unidos onde o PIB, o emprego, o crédito, as vendas e o preço das residências sobem, confirmando que os erros da política econômica na Europa são os responsáveis pela recessão”, acrescentou Díez. “Ainda há margem para reagir, mas até o momento os estímulos fiscais e monetários na Eurozona não estão presentes nem estão sendo esperados a curto prazo”.
Por sua vez, Germán Ríos, diretor de Assuntos Estratégicos do CAF, apresentou a situação da América Latina no contexto mundial e suas perspectivas, argumentando que, apesar da crise econômica mundial, a América Latina teve um bom ano e, hoje em dia, é parte da solução da crise e não sua causante como em décadas passadas. Os principais riscos para a região apresentados por Ríos são um aprofundamento da crise européia e um pouso forçado da economia da China. No entanto, graças às sólidas políticas macroeconômicas e setores externo e fiscal favoráveis, a região tem margem de manobra para mitigar tais riscos.
Ríos afirmou que, apesar de a região estar atravessando um bom momento, não se pode ser complacente e é necessário realizar uma série de reformas estruturais, em especial a transformação da estrutura produtiva, a fim de evitar o que tem sido chamado de “reprimarização”, que é o aumento da concentração na produção de matérias primas. As perspectivas da América Latina em 2013 são positivas e irão produzir oportunidades de negócios que podem ser aproveitadas por empresas espanholas com o apoio do CAF.
Guillermo Fernández de Soto concluiu afirmando que o papel do CAF se reflete em três dimensões: ampliar a presença geográfica da Instituição, promover parcerias para o conhecimento e atuar como uma ponte para a captação de recursos e geração de oportunidades de comércio e investimento.
Lembrou também que o Banco está empenhado em ampliar o apoio às empresas e bancos espanhóis que realizam negócios na América Latina, assim como às empresas latino-americanas que desejam expandir suas operações na Espanha ou na Europa.
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